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Diagnóstico por Imagem · Diagnóstico por Imagem em Oncologia

Neoplasias mieloproliferativas

Myeloproliferative Neoplasms

Neoplasias mieloproliferativas constituem um grupo de doenças hematológicas neoplásicas, incluindo a policitemia vera e a mielofibrose primária. Em adultos, elas são frequentemente acompanhadas de esplenomegalia, aparecimento de focos de hematopoiese extramedular e apresentam um risco elevado de transformação subsequente em leucemia.

Leucemias em criançasRepresentam cerca de 30% de todas as neoplasias malignas na infância.
Dor ósseaNo início da leucemia em crianças, ocorre 5 vezes mais frequentemente do que em pacientes adultos.
Manifestação da LLAA leucemia linfoide aguda (75% dos casos em crianças) geralmente se manifesta entre 2 e 3 anos de idade.
Crise blásticaAs leucemias crônicas em adultos são capazes de se transformar em uma forma blástica aguda.
5 min de leituraPara estudantes de medicinaAtualizado em 25/09/2026
Material preparado por edição WhiteCoat Pro de acordo com os guias metodológicos da plataformaRevisado por médico editor: Aulov A. A., médico generalista · 24/09/2026

Hematopoiese extramedular e mielofibrose

O grupo de neoplasias mieloproliferativas inclui tradicionalmente a mielofibrose primária (primary myelofibrosis, PMF) e a policitemia vera (polycythaemia vera).

A principal manifestação clínica em pacientes adultos é a esplenomegalia e a formação de focos de hematopoiese extramedular (HEM, extramedullary haematopoiesis). A mielofibrose primária é justamente a causa mais comum de HEM.

Entre as manifestações típicas da hematopoiese extramedular, destacam-se:

  • Hepatosplenomegalia (encontrada com mais frequência).
  • Formação de massas paravertebrais bilaterais na cavidade torácica.
  • Acentuado espessamento da estrutura das costelas.
  • Surgimento de massas de partes moles presacrais.

É importante lembrar que os processos mieloproliferativos apresentam um alto potencial de transformação em leucemia (leukaemia).

Achados radiológicos da mielofibrose e HEM

O diagnóstico dessas patologias baseia-se no uso combinado de diferentes métodos de imagem:

  • Radiografia: o sinal clássico é a esclerose da medula óssea.
  • Tomografia computadorizada (TC): os focos de HEM (por exemplo, na região presacral) são visualizados como massas lobuladas de partes moles, não calcificadas, que podem conter áreas de densidade de gordura.
  • Ressonância magnética (RM): a hiperplasia ou fibrose da medula óssea manifesta-se por diminuição difusa ou heterogênea da intensidade do sinal em imagens ponderadas em T1 (IP-T1). As próprias massas de HEM exibem sinal heterogêneo tanto em imagens ponderadas em T1 quanto em T2.

Para avaliar a atividade do processo, a RM é amplamente utilizada: a presença de sinal de tecido adiposo no interior da massa indica sua inatividade. Por outro lado, a captação acentuada do meio de contraste (enhancement) confirma o estágio ativo do processo.

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Leucemias: quadro clínico em crianças e adultos

As leucemias compõem cerca de 30% de todos os tumores malignos na infância. Na esmagadora maioria, são formas agudas originadas de estoques imaturas de leucócitos.

  1. Leucemia linfoide aguda (LLA, ALL): predomina em crianças (75% dos casos), manifestando-se principalmente entre 2 e 3 anos.
  2. Leucemia mieloide aguda (LMA, AML): representa 20% das leucemias infantis, sendo mais frequentemente detectada nos primeiros 2 anos de vida.
  3. Outros tipos: correspondem aos 5% restantes.

A doença em crianças frequentemente apresenta um curso insidioso (insidious). Clinicamente, manifesta-se por mal-estar inespecífico, anorexia, febre, petéquias e perda de peso. A dor óssea no início do quadro em crianças é registrada em mais de 33% dos casos, o que é 5 vezes mais frequente em comparação com adultos. Fraturas patológicas também são muito típicas.

Nos adultos, predominam as leucemias crônicas de linhagens celulares maduras. A leucemia linfoide crônica (LLC, CLL) e a LMA são diagnosticadas com mais frequência (incidência de 3-4%). Na LLC, característica de idosos, o baço e os linfonodos aumentam de tamanho, enquanto os ossos raramente são afetados (isso geralmente é considerado um estado terminal). No geral, em adultos, os focos ósseos localizam-se nas zonas de preservação de medula óssea vermelha residual: esqueleto axial, porções proximais dos úmeros e fêmures.

Achados radiológicos das leucemias

As alterações esqueléticas na leucemia aguda infantil são detectadas em radiografias em cerca de 40% dos pacientes no momento da apresentação inicial. Ao longo de todo o curso da doença, esse número sobe para 75%.

A frequência de detecção dos fenômenos radiológicos na avaliação inicial distribui-se da seguinte forma:

  • Osteólise (osteolysis) — 13,1%
  • Bandas metafisárias (metaphyseal bands) — 9,8%
  • Osteopenia (osteopenia) — 9%
  • Osteosclerose (osteosclerosis) — 7,4%
  • Destruição óssea permeativa (permeative bone destruction) — 5,7%
  • Fraturas patológicas — 5,7%
  • Reação perióstica (periosteal reaction) — 4,1%
  • Lesões líticas e escleróticas mistas — 2,5%

Alterações ósseas específicas

Na radiologia das leucemias, dois sinais específicos merecem atenção especial:

Osteopenia difusa é observada em 16-41% dos casos. Pode ser consequência da infiltração difusa da medula óssea pelo tumor ou ter etiologia puramente metabólica. A quimioterapia e o uso prolongado de corticosteroides também contribuem. No contexto de osteopenia acentuada da coluna vertebral, ocorrem fraturas por compressión, podendo chegar à formação de vértebra plana (vertebra plana).

Zonas metafisárias radiotransparentes (metaphyseal lucent bands) consistem em bandas com largura de 2 a 15 mm. Inicialmente, aparecem na região distal do fêmur, proximal da tíbia e distal do rádio. Com a progressão do processo, outros metáfises e corpos vertebrais são envolvidos. No diagnóstico diferencial, deve-se considerar que bandas semelhantes podem surgir em lactentes no contexto de infecção generalizada. No entanto, a detecção dessas zonas em uma criança com mais de 2 anos torna o diagnóstico de leucemia o mais provável.

Resumo: perguntas e respostas sobre o tema

Quais doenças pertencem às neoplasias mieloproliferativas?

As neoplasias mieloproliferativas incluem:

  • Leucemia mieloide crônica (Chronic myeloid leukaemia).
  • Policitemia vera (Polycythaemia vera, eritremia, doença de Vaquez-Osler).
  • Mielofibrose primária (Primary myelofibrosis, mielofibrose idiopática crônica).
  • Trombocitemia essencial (Essential thrombocythaemia).
  • Leucemia eosinofílica crônica (Chronic eosinophilic leukaemia).

Quais mutações genéticas são marcadores de policitemia vera e mielofibrose primária?

Para a policitemia vera, as fontes indicam a mutação JAK2 V617F (no texto também indicada como V617ZF) ou a mutação no éxson 12 do gene JAK2. A presença de uma dessas mutações é um critério diagnóstico maior para a policitemia vera. Os marcadores de mielofibrose primária não são especificados nas fontes fornecidas.

Com quais doenças devem ser diferenciadas as bandas metafisárias radiotransparentes em radiografias de crianças?

As bandas metafisárias radiotransparentes podem ser observadas em infecções generalizadas, geralmente na lactância. Em crianças maiores de 2 anos, a presença dessas bandas torna o diagnóstico de leucemia o mais provável.

Quais alterações no hemograma completo são características da fase plenamente estabelecida da policitemia vera?

A policitemia vera é caracterizada por eritrocitose significativa, aumento dos níveis de hemoglobina e hematócrito elevado. O hemograma completo revela as seguintes alterações:

  • Eritrocitose — aumento significativo no número de eritrócitos por unidade de volume de sangue.
  • Aumento da hemoglobina — o nível excede 16,5 g/dL em homens e 16,0 g/dL em mulheres.
  • Hematócrito elevado — o índice excede 49% em homens e 48% em mulheres.

Essas alterações levam à hipervolemia policitêmica e ao aumento da viscosidade sanguínea.

Como memorizar

Para memorizar a localização frequente de zonas metafisárias de radiotransparência em crianças: FDL — Fêmur (porção distal), Tíbia (proximal), Rádio (distal).

Questões de aulas e exames

Como diferenciar por RM um foco ativo de hematopoiese extramedular de um inativo?

A presença de sinal de tecido adiposo dentro da lesão indica a sua inatividade. Se a lesão captar meio de contraste ativamente, isso evidencia a atividade do processo.

A क्या (com que) está associado o desenvolvimento de osteopenia difusa na leucemia?

Pode ocorrer devido à substituição direta (infiltração) da medula óssea por células tumorais, distúrbios metabólicos, bem como efeito colateral do uso de corticosteroides e quimioterapia.

O que indicam as bandas metafisárias de radiotransparência na radiografia de uma criança de 4 anos?

Embora em lactentes esse sintoma possa indicar infecção generalizada, em crianças maiores de 2 anos a presença dessas bandas com 2–15 mm de largura torna o diagnóstico de leucemia aguda o mais provável.

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