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Anatomia topográfica · Anatomia topográfica da cabeça

Pálpebras e aparelho lacrimal

Palpebrae et apparatus lacrimalis

As pálpebras são dobras cutâneo-musculo-cartilaginosas móveis que protegem o segmento anterior do bulbo ocular. O aparelho lacrimal inclui a glândula lacrimal, que secreta a lágrima, e o sistema de vias lacrimais, pelas quais o líquido escoa para a cavidade nasal.

HordéoloInflamação purulenta das glândulas sebáceas na base dos cílios (calásio)
Escoamento lacrimalO ducto nasolacrimal se abre no meato nasal inferior
Bomba lacrimalA porção lacrimal do músculo orbicular do olho garante o escoamento
Ductos da glândulaAté 15 ductos excretores no fórnix conjuntival superior
5 min de leituraPara estudantes de medicinaAtualizado em 24/09/2026
Material preparado por edição WhiteCoat Pro de acordo com os guias metodológicos da plataformaRevisado por médico editor: Aulov A. A., médico generalista · 24/09/2026

Estrutura das margens palpebrais

As pálpebras têm o formato do segmento anterior do olho e são cobertas por uma pele fina e móvel. Elas se fecham na margem livre, formando a fenda palpebral (rima palpebrarum). Nos ângulos da fenda palpebral, as margens palpebrais fixam-se aos ossos pelos ligamentos medial e lateral.

Distinguem-se duas margens palpebrais:

  • Margem anterior (limbus palpebralis anterior). É onde crescem os cílios, em cuja base se abrem as glândulas sebáceas.
  • Margem posterior (limbus palpebralis posterior). Nela estão situadas as aberturas das glândulas meibomianas (sebáceas), localizadas no interior da placa cartilaginosa.

Os 2/3 laterais das margens palpebrais são cobertos por cílios, enquanto o terço medial é desprovido deles. Esta parte sem cílios limita o lago lacrimal (lacus lacrimalis). Dentro do lago encontra-se a carúncula lacrimal (caruncula lacrimalis), e externamente ele é delimitado pela prega lacrimal da conjuntiva (plica lacrimalis).

Topografia em camadas das pálpebras

Ao examinar a pálpebra de fora para dentro, podem-se distinguir quatro camadas principais:

  1. Pele e tecido subcutâneo. O tecido é muito frouxo, razão pela qual o edema surge facilmente aqui. Através dele passam anastomoses vasculares entre os vasos da face, do olho e da região temporal.
  2. Camada muscular (músculo orbicular do olho, m. orbicularis oculi). É composta por três partes: orbitária (estende-se além dos limites das pálpebras), palpebral (fixa-se aos ligamentos palpebrais) e lacrimal (envolve o saco lacrimal e atua como bomba durante o piscar).
  3. Arcabouço fibroso. É representado pela cartilagem palpebral espessa e pelo septo orbitário (septum orbitale), que se fixa à margem óssea da órbita e à cartilagem. Nos ângulos, o septo espessa-se formando os ligamentos palpebrais.
  4. Conjuntiva (tunica conjunctiva). Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e reflete-se para o bulbo ocular. Os locais de reflexão são denominados fórnices superior e inferior.
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Glândula lacrimal e vias de escoamento

A glândula lacrimal (glandula lacrimalis) localiza-se no ângulo superior e lateral da órbita. O tendão do músculo levantador da pálpebra superior divide-a em duas partes: a grande parte orbitária (na fossa lacrimal) e a pequena parte palpebral (junto à margem lateral do fórnix superior). A lágrima é secretada através de 15 ductos excretores para a parte lateral do fórnix conjuntival superior.

Vias lacrimais começam no ângulo medial do olho:

  • Pontos lacrimais (punctum lacrimale). Localizam-se nas papilas lacrimais das pálpebras superior e inferior, mergulhados no lago lacrimal.
  • Canalículos lacrimais (cannaliculi lacrimales). Vêm dos pontos inicialmente na vertical e depois na horizontal, fundindo-se ou desembocando separadamente.
  • Saco lacrimal (saccus lacrimalis). Situa-se na fossa óssea homônima. É envolvido pela porção lacrimal do músculo orbicular.
  • Ducto nasolacrimal (ductus nasolacrimalis). Projeta-se ao longo do sulco nasogeniano (do ângulo interno do olho até a asa do nariz) e drena a lágrima para o meato nasal inferior.

Resumo: perguntas e respostas sobre o tema

A partir das bacias de quais artérias específicas ocorre a vascularização das pálpebras?

  • Artéria oftálmica (a. ophthalmica) — principal artéria do sistema da artéria carótida interna, da qual se originam os ramos que suprem com sangue as pálpebras e formam os arcos arteriais na superfície anterior das cartilagens (arcus palpebralis superior e arcus palpebralis inferior).
  • Artéria lacrimal (a. lacrimalis) — ramo da artéria oftálmica que participa da irrigação da glândula lacrimal e das pálpebras, emitindo as artérias palpebrais laterais (aa. palpebrales laterales).
  • Artérias palpebrais mediais (aa. palpebrales mediales) — ramos da artéria oftálmica que seguem ao longo das margens palpebrais e formam os arcos arteriais da pálpebra superior e inferior.

Quais nervos fornecem a inervação sensitiva e motora das pálpebras?

  • Nervo oftálmico (n. ophthalmicus, V1) — fornece a inervação sensitiva da pálpebra superior através de seus ramos; as fontes indicam que V1 inerva a pele da pálpebra superior, e o nervo frontal inerva a pálpebra superior.
  • Nervo maxilar (n. maxillaris, V2) — fornece a inervação sensitiva da pálpebra inferior; as fontes indicam que V2 inerva a pele da pálpebra inferior.
  • Nervo facial (n. facialis, VII par) — fornece a inervação motora dos músculos mimicos; o músculo orbicular do olho pertence aos músculos da região palpebral (m. orbicularis oculi).

Qual nervo fornece a inervação parassimpática secretora da glândula lacrimal?

  • Nervo petroso maior (n. petrosus major) — nervo do sistema do nervo intermédio e facial, cujas fibras pré-ganglionares vão para o gânglio pterigopalatino (ganglion pterygopalatinum).
  • Gânglio pterigopalatino (ganglion pterygopalatinum) — gânglio vegetativo onde ocorre a sinapse das fibras parassimpáticas pré-ganglionares, de onde as fibras pós-ganglionares, na composição do nervo zigomático (n. zygomaticus) e do nervo maxilar, dirigem-se à glândula lacrimal.

Qual é a diferença topográfico-anatômica entre o hordéolo e o calásio?

Patologia / estruturaO que está indicado diretamente nas fontesLocalização topográfica
Hordéolo (cholasion — conforme indicado na fonte)Inflamação purulenta das glândulas sebáceas na base dos cíliosMargem anterior das pálpebras (limbus palpebralis anterior), onde se localizam os cílios
Glândulas meibomianasGlândulas sebáceas localizadas no espessamento das cartilagens palpebraisSuas aberturas são visíveis na margem posterior das pálpebras (limbus palpebralis posterior); as próprias glândulas encontram-se no espessamento das cartilagens palpebrais (tarsus palpebrae)

A descrição topográfico-anatômica do calásio como patologia isolada não é fornecida nas fontes citadas.

Para onde é feito o escoamento venoso dos tecidos palpebrais?

  • Veia facial (v. facialis) — principal coletor superficial que recebe o sangue venoso das pálpebras através das veias palpebrais superiores e inferiores (vv. palpebrales superiores et inferiores).
  • Veia temporal superficial (v. temporalis superficialis) — vaso venoso da região temporal para o qual também ocorre o escoamento dos tecidos palpebrais.
  • Veias oftálmicas (vv. ophthalmicae) — veias profundas que garantem o escoamento sanguíneo das pálpebras e se anastomosam com o sistema venoso superficial.

Questões de aulas e exames

Onde o canal nasolacrimal se abre?

O ducto nasolacrimal se abre no meato nasal inferior da cavidade nasal.

Qual músculo é responsável pela drenagem da lágrima a partir do saco lacrimal?

O escoamento é responsável pela porção lacrimal do músculo orbicular do olho (pars lacrimalis m. orbicularis oculi), que, ao se contrair, exerce uma ação de bomba sobre o saco lacrimal.

Como são separadas as partes orbital e palpebral da glândula lacrimal?

Elas são separadas pelo tendão do músculo levantador da pálpebra superior (m. levator palpebrae superioris).

Onde se localizam os ductos excretores das glândulas de Meibomius?

Suas aberturas localizam-se na margem posterior da pálpebra (limbus palpebralis posterior).

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O que mais estudar sobre o tema

  • Anastomoses dos vasos do bulbo ocular, da face e da região temporal no tecido celular palpebral
  • O septo orbitário (septum orbitale) e seu papel na disseminação de infecções
  • Topografia dos ramos do nervo trigêmeo na região da órbita e da face (segundo Sisher e Tandler)
  • Fórnices da conjuntiva e técnica de eversão da pálpebra superior
  • Inervação e irrigação sanguínea da glândula lacrimal

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