Componentes principais e estrutura
O aparelho consiste em vários blocos principais que garantem o armazenamento, a dosagem e o fornecimento de anestésicos.
- Cilindros de gases. Contêm oxigênio e óxido nitroso. O oxigênio é armazenado em cilindros de cor azul sob alta pressão (150 atm). Para o fornecimento seguro na saída, são instalados reguladores, que reduzem a pressão para 3–4 atm.
- Vaporizadores. Destinados a converter substâncias voláteis líquidas (por exemplo, halotano) em estado de vapor. Modelos simples não oferecem alta precisão de dosagem, pois seu funcionamento depende da temperatura ambiente (isso é especialmente crítico para o éter dietílico). Os vaporizadores modernos são equipados com um termocompensador, o que permite calibrar rigorosamente a dose em porcentagem de volume.
- Fluxômetros. Controlam o fornecimento de substâncias gasosas. O mais comum é o uso de rotâmetros do tipo flutuador: o fluxo de gás passa por um tubo de vidro de baixo para cima, e o deslocamento do flutuador indica o débito por minuto em litros.
- Circuito respiratório. Sistema de administração da mistura, incluindo tubos, válvulas, balão respiratório, fole e absorvedor. Na inspiração, a mistura vai do fluxômetro para o paciente; na expiração, retorna ao aparelho ou é descartada.
Formação da mistura respiratória
A mistura anestésica é sempre criada com base no oxigênio (sua proporção deve ser de pelo menos 20%, e o fluxo total de 8–10 L/min). O processo de mistura depende do estado físico do anestésico:
- Agentes gasosos (ciclopropano, óxido nitroso) passam por seus fluxômetros e depois se misturam com o oxigênio em uma câmara especial nas proporções definidas.
- Agentes líquidos transformam-se em vapor diretamente no momento em que o fluxo de oxigênio passa pelo recipiente ("frasco") do vaporizador, após o que os vapores são direcionados através da válvula para o circuito.
Tipos de circuitos respiratórios
A classificação dos circuitos (métodos de circulação) baseia-se em como a mistura anestésica e o ar expirado pelo paciente interagem com a atmosfera ambiente da sala de cirurgia.
- Circuito aberto. O paciente inala o ar atmosférico, que passa pelo vaporizador, e expira diretamente para o ambiente. Caracteriza-se pelo alto consumo de medicamentos e forte poluição do ar, o que é prejudicial à equipe médica.
- Circuito semifechado. A inspiração ocorre a partir do aparelho (mistura de oxigênio com anestésico) e a expiração para a atmosfera. É considerado a opção mais segura para o paciente.
- Circuito semifechado. A inspiração vem do aparelho e a expiração é dividida: parte vai para o ar, parte retorna ao sistema. A porção de retorno passa pelo absorvedor, onde é limpa de dióxido de carbono, misturada com mistura fresca e novamente fornecida ao paciente.
- Circuito fechado. Isolamento completo do ambiente. A expiração é direcionada para o aparelho, limpa por um absorvedor químico e misturada com uma nova porção. É um método econômico e ecologicamente correto, mas apresenta o risco de hipercapnia se a qualidade do absorvedor for baixa (ele precisa ser trocado a cada hora).
Algoritmo de preparação do aparelho para funcionamento
Antes de realizar a anestesia inalatória (método com máscara, endotraqueal ou endobrônquica), o equipamento deve ser rigorosamente preparado de acordo com o seguinte algoritmo:
- Abrir as válvulas dos cilindros de gás e verificar a presença deles pelos manômetros dos reguladores.
- Montar o circuito respiratório, conectando os cilindros ao aparelho por meio de tubos.
- Abastecer os vaporizadores com anestésicos voláteis líquidos.
- Preencher o reservatório do absorvedor com absorvedor químico fresco para remoção de dióxido de carbono.
- Realizar o aterramento do aparelho (medida obrigatória para a prevenção do acúmulo de eletricidade estática e risco de explosão).
- Verificar a estanqueidade de todo o circuito montado, eliminando quaisquer vazamentos de gás.
Para memorizar os tipos de circuitos, utilize a regra das "portas": Aberto — ambas as "portas" estão abertas (inspiração da atmosfera, expiração para a atmosfera). Semifechado — apenas a porta de saída está aberta (inspiração do aparelho, expiração para fora). Fechado — ambas as "portas" estão trancadas (isolamento completo, recirculação).
Questões de aulas e exames
Para que serve o absorvedor no aparelho de anestesia?
O absorvedor é preenchido com absorvedor químico e utilizado em circuitos semifechados e fechados para purificar a mistura expirada de dióxido de carbono antes de sua reinfusão ao paciente.
Como funciona o rotâmetro?
Este é um fluxômetro do tipo flutuador: o fluxo de gás é enviado para um tubo de vidro de baixo para cima. O deslocamento do flutuador sob a pressão do gás indica o débito por minuto em litros.
Qual circuito respiratório é considerado o mais seguro para o paciente?
O circuito semifechado é o mais seguro para o paciente, pois toda a expiração é direcionada para a atmosfera, o que elimina completamente o risco de hipercapnia devido ao acúmulo de dióxido de carbono.
Com que frequência o absorvedor precisa ser trocado no circuito fechado?
O absorvedor químico no absorvedor deve ser trocado a cada 40 minutos – 1 hora de funcionamento, caso contrário surge o perigo de hipercapnia.
O que mais estudar sobre o tema
- Características do uso de éter dietílico e halotano na prática moderna.
- A diferença entre os métodos de anestesia inalatória por máscara, endotraqueal e endobrônquica.
- A física de funcionamento dos vaporizadores modernos com termocompensador.
- Composição química e propriedades dos absorvedores de CO₂ para absorvedores.
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