Vasos linfáticos superficiais
Estes vasos (vasa lymphatica superficialia) localizam-se no tecido adiposo subcutâneo. Eles iniciam seu trajeto a partir de redes linfáticas densas nas superfícies palmar e dorsal da mão. Ao se fundirem, formam 8 a 10 troncos calibrosos que, ao longo do trajeto, drenam a linfa das áreas cutâneas adjacentes.
Dependendo da topografia, distinguem-se dois grupos principais:
- Grupo interno: Os vasos ascendem ao longo da veia basílica do braço (v. basilica). Ao chegarem à fossa cubital, 1 a 2 vasos penetram nos linfonodos cubitais. A partir daí, os vasos eferentes seguem em direção aos vasos profundos do braço. Os vasos restantes do grupo interno continuam seu trajeto pela superfície medial do braço e desembocam diretamente nos linfonodos axilares.
- Grupo externo: Estas vias acompanham a veia cefálica do braço (v. cephalica). Após ascenderem até o terço superior do braço, penetram profundamente nos tecidos — na cavidade axilar —, onde também terminam nos linfonodos axilares (nodi lymphoidei axillares).
Vasos linfáticos profundos
A principal função da rede profunda é a drenagem da linfa proveniente dos ossos, articulações e músculos. Nos dedos, esses vasos passam pelas superfícies laterais, junto às artérias. Ao passarem para a mão, anastomosam-se e formam o plexo linfático palmar, cuja projeção coincide com o arco arterial.
No antebraço, a linfa drena através de vasos que acompanham as principais artérias:
- Ao longo da artéria ulnar (a. ulnaris): os vasos interrompem-se no terço superior do antebraço ou na fossa cubital, desembocando nos linfonodos cubitais (nodi lymphoidei cubitales). A linfa proveniente da região dorsal do antebraço, através das vias que acompanham a artéria interóssea posterior, também converge para este local.
- Ao longo da artéria radial (a. radialis): as vias alcançam de maneira análoga a fossa cubital e terminam nos linfonodos cubitais.
Os vasos eferentes dos linfonodos cubitais fundem-se em um tronco calibroso, que ascende pelo braço ao longo da artéria braquial (a. brachialis). Na junção entre os terços médio e inferior do braço, este tronco penetra em um linfonodo braquial. Em seguida, dele partem dois vasos que alcançam os linfonodos axilares laterais (nodi lymphoidei axillares laterales).
Formação dos troncos linfáticos
Os linfonodos axilares constituem uma estação de retransmissão fundamental. Os vasos eferentes de todos os grupos de linfonodos axilares unem-se e formam o plexo linfático axilar (plexus lymphaticus axillaris). Este plexo localiza-se ao longo da veia homônima e da veia subclávia.
Das vias eferentes desse plexo formam-se os grandes troncos subclávios — direito e esquerdo (trunci subclavii dexter et sinister) —, através dos quais a linfa deixa os limites do membro superior.
Drenagem linfática regional: mama
Os linfonodos axilares recebem linfa não apenas do membro superior, mas também da mama, onde existe um sistema complexo de drenagem (redes superficiais e profundas com anastomoses cruzadas).
Além da via principal para os linfonodos axilares, a drenagem distribui-se pelos quadrantes:
- Das regiões mediais: os vasos perfuram os espaços intercostais e terminam nos linfonodos paraesternais (nodi lymphoidei parasternales).
- Das regiões superior e lateral: a linfa dirige-se para os linfonodos paramamários (paramammarii, ao longo da a. thoracica lateralis) e interpeitorais (interpectorales, 3 a 4 linfonodos subcutâneos ou situados entre os músculos peitorais).
- Via supraclavicular: os vasos contornam a clavícula anteriormente e dirigem-se aos linfonodos supraclaviculares e jugulomusculogástricos.
Linfonodos adjacentes da cabeça e do pescoço
Embora esses linfonodos pertençam a outra região, para a completa compreensão do sistema linfático, consideram-se frequentemente os grupos limítrofes:
- Linfonodos occipitais (nodi lymphoidei occipitales): de 2 a 6 linfonodos, situados no tecido subcutâneo junto à linha nucal superior.
- Linfonodos mastóideos (nodi lymphoidei mastoidei): 2 a 4 linfonodos posteriores ao pavilhão auricular, na área de inserção do músculo esternocleidomastóideo.
- Linfonodos parotídeos (nodi lymphoidei parotidei): dividem-se em profundos e superficiais (sendo estes últimos geralmente em número de 2 a 4, localizados anteriormente à orelha, sobre a cápsula da glândula).
Resumo: perguntas e respostas sobre o tema
Em quais grupos topográficos os linfonodos axilares estão subdivididos?
Os linfonodos axilares (nodi lymphoidei axillares) subdividem-se em superficiais e profundos. Distinguem-se cinco grupos topográficos principais:
- peitorais (pectorales);
- subescapulares (subscapulares);
- laterais (laterales);
- centrais (centrales);
- apicais (apicales).
Onde desembocam os troncos linfáticos subclávios direito e esquerdo?
Os troncos linfáticos subclávios direito e esquerdo (trunci subclavii dexter et sinister) desembocam nos grandes ductos linfáticos ou diretamente nos ângulos venosos.
- Tronco subclávio direito (truncus subclavius dexter) — drena para o ducto linfático direito (ductus lymphaticus dexter) ou diretamente para o ângulo venoso direito.
- Tronco subclávio esquerdo (truncus subclavius sinister) — drena para o ducto torácico (ductus thoracicus) ou diretamente para o ângulo venoso esquerdo.
Quais linfonodos do membro superior pertencem ao grupo superficial?
Pertencem aos linfonodos superficiais do membro superior os linfonodos cubitais superficiais e os linfonodos axilares superficiais.
- Linfonodos cubitais superficiais (nodi lymphoidei cubitales superficiales) — localizam-se no tecido subcutâneo da fossa cubital, ao nível do epicôndilo medial, medialmente à veia basílica do braço (v. basilica).
- Linfonodos axilares superficiais (nodi lymphoidei axillares superficiales) — situam-se no tecido conjuntivo da fossa axilar, recebendo os vasos linfáticos superficiais laterais que acompanham paralelamente a veia cefálica do braço (v. cephalica).
Questões de aulas e exames
Onde desembocam os vasos linfáticos superficiais do membro superior?
O grupo interno de vasos desemboca nos linfonodos cubitais e axilares, enquanto o grupo externo dirige-se diretamente para os linfonodos axilares.
Como ocorre a drenagem linfática dos tecidos profundos da mão?
Os vasos dos dedos seguem pelas suas superfícies laterais e formam o plexo linfático palmar na mão. A partir daí, a linfa ascende pelo antebraço ao longo das artérias radial e ulnar.
Onde se formam os troncos linfáticos subclávios?
Eles formam-se a partir dos vasos eferentes do plexo linfático axilar que, por sua vez, recolhe a linfa de todos os linfonodos axilares.
O que mais estudar sobre o tema
- Topografia e classificação dos linfonodos axilares
- Anastomoses das redes linfáticas das mamas direita e esquerda
- Formação do plexo linfático palmar
- Trajeto dos vasos eferentes dos linfonodos cubitais
- Relação da drenagem linfática do membro superior com as fáscias (Fascia brachii, Fascia antebrachii)
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