Aspecto de imagem no linfoma
O diagnóstico do linfoma esplênico baseia-se na detecção de alterações estruturais no parênquima do órgão. Dependendo do método de exame escolhido, visualizam-se as seguintes características:
- Ultrassonografia (US): são detectadas múltiplas formações no tecido esplênico. Elas apresentam formato irregular, estrutura heterogênea e áreas com ecogenicidade reduzida (reduced echo reflectivity).
- Tomografia computadorizada (TC): com o uso de meio de contraste (post-contrast CT), as lesões aparecem como formações discretamente heterogêneas, cuja densidade está diminuída (low-attenuation lesion) em comparação com o tecido normal.
- PET/CT com 18F-FDG: os focos tumorais demonstram alta atividade metabólica, captando ativamente o radiofármaco (FDG avid).
Comparação dos métodos de imagem
A principal característica do diagnóstico por imagem do linfoma esplênico reside na sensibilidade variada dos métodos utilizados.
A prática demonstra que a ultrassonografia e a tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT) são capazes de detectar um maior número de focos patológicos no órgão. A tomografia computadorizada (TC) tradicional, apesar do uso de contraste, pode deixar passar algumas lesões pequenas ou isodensas, tornando-se menos informativa na avaliação da extensão real do processo em comparação com os métodos combinados e ultrassonográficos.
Quais são os diagnósticos diferenciais?
Ao identificar alterações focais ou difusas no baço, o linfoma deve ser diferenciado de várias outras patologias descritas no diagnóstico por imagem:
- Metástases de melanoma: na TC em fase portal, também apresentam focos de baixa densidade, e na PET/CT captam FDG ativamente.
- Sarcoidose: causa esplenomegalia (homogênea na TC sem contraste). Na fase tardia, visualizam-se nódulos de 2 a 3 cm com impregnação tardia discreta.
- Amiloidose: pode ocorrer na forma nodular ou difusa. Caracteriza-se por diminuição da densidade na TC e alta probabilidade de ruptura do órgão devido à fragilidade vascular.
- Hematopoiese extramedular: pode formar focos que mimetizam um tumor. O sinal na RM depende da "idade" do foco (ativos ou antigos).
Resumo: perguntas e respostas sobre o tema
Como diferenciar a hematopoiese extramedular do linfoma esplênico na ressonância magnética?
Não é possível diferenciar com segurança a hematopoiese extramedular da lesão linfomatosa do baço na RM, especialmente no linfoma infiltrativo, uma vez que o tecido normal e o tecido infiltrado pelo linfoma podem apresentar intensidade de sinal semelhante.
Em lesões focais:
| Característica | Lesão linfomatosa do baço | Hematopoiese extramedular |
|---|---|---|
| T1-WI | Sinal levemente hipo-intenso | Sinal intermediário em focos ativos ou hipo-intenso em focos antigos |
| T1-weighted image (T1WI) | Sinal hiperintenso | Sinal alto em focos ativos ou hipo-intenso em focos antigos |
| Impregnação pelo contraste | Nas fontes citadas, as características de realce por contraste das lesões na RM não foram especificadas | Os focos ativos captam contraste, enquanto os focos antigos podem não captá-lo |
Questões de aulas e exames
Qual método identifica melhor o número de focos no linfoma esplênico?
A ultrassonografia e a PET/CT mostram um número maior de nódulos tumorais no parênquima esplênico em comparação com a tomografia computadorizada.
Qual é a aparência das lesões de linfoma na TC com contraste?
Eles são visualizados como formações discretamente heterogêneas de baixa densidade (low-attenuation lesions).
O linfoma esplênico capta contraste no PET/CT?
Sim, os focos de linfoma acumulam ativamente a fluorodesoxiglicose (18F-FDG), exibindo alta atividade metabólica.
O que mais estudar sobre o tema
- Aspecto na RM dos corpos de Gandy-Gamna na hipertensão portal
- Diagnóstico da amiloidose esplênica e riscos de ruptura do órgão
- Manifestações de hemossiderose na TC e na RM
- Doença de Gaucher: sinais na RM do acúmulo de glicocerebrosídeos
- Hematopoiese extramedular: diferenciação entre focos ativos e antigos na RM
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