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Anatomia · Osteologia

Costelas

Costae

Rêbos (Costae) são doze pares de ossos da caixa torácica, cada um consistindo em uma parte óssea posterior e uma cartilagem anterior. Eles formam a estrutura protetora do tronco, fixando-se posteriormente à coluna vertebral e estendendo-se anteriormente em direção ao esterno.

Quantidade12 pares de ossos, que se continuam anteriormente com a cartilagem.
ClassificaçãoDividem-se em verdadeiras (I–VII), falsas (VIII–X) e flutuantes (XI–XII).
AtípicasOs pares I, II, X, XI e XII possuem estrutura específica.
5 min de leituraPara estudantes de medicinaAtualizado em 24/09/2026
Material preparado por edição WhiteCoat Pro de acordo com os guias metodológicos da plataformaRevisado por médico editor: Aulov A. A., médico generalista · 24/09/2026

Classificação das costelas

Cada par de costelas inclui uma parte óssea e a cartilagem costal (cartilago costalis), que se dirige para a frente. Dependendo de como a extremidade anterior se fixa ao esterno, distinguem-se três grupos:

  • Costelas verdadeiras (Costae verae) — do I ao VII par. Suas extremidades cartilaginosas articulam-se diretamente com o esterno.
  • Costelas falsas (Costae spuriae) — VIII, IX e X pares. Não alcançam o esterno, e suas cartilagens unem-se à cartilagem da costela superior.
  • Costelas flutuantes (Costae fluctuantes) — XI e XII pares. Suas extremidades anteriores permanecem livres e não possuem conexão com o esterno.

Anatomia da parte óssea de uma costela típica

A parte óssea de uma costela típica (os costale) apresenta superfícies externa convexa e interna côncava. Divide-se anatomicamente em três partes: cabeça, colo e corpo.

  1. Cabeça da costela (Caput costae) é voltada para a coluna vertebral. Nela situa-se a face articular (facies articularis capitis costae) para articulação com os corpos vertebrais. Nos pares II–X, essa superfície é dividida em duas pela crista da cabeça da costela (crista capitis costae).
  2. Colo da costela (Collum costae) é uma área estreitada que une a cabeça ao corpo. Na junção com o corpo encontra-se o tubérculo da costela (tuberculum costae), que possui sua própria face articular (facies articularis tuberculi costae) para articulação com o processo transverso da vértebra.
  3. Corpo da costela (Corpus costae) é a parte mais longa. No local onde o corpo faz uma curva acentuada, forma-se o ângulo da costela (angulus costae). Ao longo da margem inferior, na face interna, estende-se o sulco da costela (sulcus costae), que termina na crista da costela (crista costae).
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Como determinar o lado da costela

Para saber se uma costela típica pertence ao lado direito ou esquerdo da caixa torácica, é necessário orientá-la corretamente no espaço. Para isso, utilizam-se três referências principais:

  • A cabeça deve estar voltada para trás e o corpo para a frente.
  • A superfície lisa e convexa fica voltada para fora, e a côncava, medialmente (para dentro).
  • O sulco da costela deve estar sempre localizado estritamente na margem inferior.

Características das costelas atípicas

Algumas costelas possuem diferenças estruturais marcantes relacionadas à sua localização.

  • I costela (Costa prima). Pequena, disposta horizontalmente. Possui faces superior e inferior. A face inferior é perfeitamente lisa (sem sulco). Na margem medial côncava da face superior encontra-se o tubérculo do músculo escaleno anterior (tuberculum m. scaleni anterioris). Anteriormente a ele passa o sulco da veia subclávia (sulcus venae subclaviae), e posteriormente, o sulco da artéria subclávia (sulcus arteriae subclaviae). O ângulo da costela coincide com o tubérculo, e a crista na cabeça está ausente.
  • II costela (Costa secunda). Tipo de transição. As faces são dispostas obliquamente (face anterolateral convexa e face posteromedial côncava), sem sulco. Na face externa do corpo destaca-se a tuberosidade do músculo serrátil anterior (tuberositas m. serrati anterioris). Há uma crista na cabeça, e o ângulo é deslocado distalmente em relação ao tubérculo sobre o corpo do osso.
  • X costela. Difere por apresentar em sua cabeça apenas uma face articular não dividida.
  • XI e XII costelas (Costae fluctuantes). Apresentam a estrutura mais simples: não possuem tubérculo costal, ângulo nem crista na cabeça. O sulco pode ser levemente perceptível apenas na XI costela, estando ausente na XII.

Resumo: perguntas e respostas sobre o tema

O que passa no sulco da costela típica?

No sulco da costela típica (sulcus costae) passa o feixe vasculonervoso intercostal. Os elementos do feixe localizam-se no sulco de cima para baixo na seguinte ordem:

  • Veia intercostal (v. intercostalis) — ocupa a posição mais superior.
  • Artéria intercostal (a. intercostalis) — localiza-se no meio.
  • Nervo intercostal (n. intercostalis) — ocupa a posição mais inferior.

Quais músculos se fixam à primeira costela?

Na primeira costela há um marco anatômico associado ao músculo escaleno anterior:

  • Tubérculo do músculo escaleno anterior (tuberculum m. scaleni anterioris) — localizado na face superior, ao longo da margem medial côncava, aproximadamente no meio do corpo da costela.

Esse tubérculo divide a face superior em dois sulcos:

  • Sulco da veia subclávia (sulcus venae subclaviae) — anterior ao tubérculo.
  • Sulco da artéria subclávia (sulcus arteriae subclaviae) — posterior ao tubérculo.

Com quais partes da vértebra torácica a costela típica se articula?

A costela típica articula-se com os corpos das vértebras torácicas e seus processos transversos. A conexão ocorre em dois locais:

  • Corpo vertebral — a cabeça da costela articula-se com ele, formando uma articulação com as fóveas costais (fovea costalis superior e fovea costalis inferior) de duas vértebras adjacentes.
  • Processo transverso da vértebra — o tubérculo da costela articula-se com a sua fóvea costal (fovea costalis processus transversi).

Quais ligamentos reforçam as articulações costovertebrais?

As articulações costovertebrais são reforçadas por vários ligamentos que fixam a cabeça e o tubérculo da costela. A articulação da cabeça da costela (articulatio capitis costae) é fortalecida por:

  • Ligamento intra-articular da cabeça da costela (intraarticular lig. capitis costae).
  • Ligamento radiado da cabeça da costela (lig. capitis costae radiatum).

A articulação costotransversa (articulatio costotransversaria) é reforçada por:

  • Ligamentos costotransversos (lig. costotransversarium superius, laterale et proprium).
Como memorizar

Como lembrar a ordem dos sulcos na I costela: "A veia está sempre na frente". O tubérculo do músculo escaleno anterior divide a face superior de modo que o sulco da veia subclávia situa-se anteriormente a ele, e o sulco da artéria, posteriormente.

Questões de aulas e exames

Qual é a diferença entre as costelas verdadeiras e as falsas?

As costelas verdadeiras (I–VII) conectam-se diretamente ao esterno por meio de suas cartilagens. As costelas falsas (VIII–X) não alcançam o esterno; suas cartilagens fundem-se às cartilagens das costelas superiores.

Quais costelas não possuem a crista da cabeça da costela?

A crista da cabeça está ausente nos pares I, XI e XII de costelas. Em todas as demais costelas típicas, ela está presente e divide a face articular da cabeça em duas partes.

Quais costelas não apresentam sulco na margem inferior?

O sulco da costela (sulcus costae) está completamente ausente nos pares I e II, bem como na XII costela. Na XI costela pode ser extremamente pouco expressivo.

Como identificar rapidamente a I costela entre as demais?

É a mais curta, mais larga e encontra-se no plano horizontal. Possui faces superior e inferior, e na superior localizam-se o tubérculo do músculo escaleno e dois sulcos vasculares.

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O que mais estudar sobre o tema

  • Referenciais anatômicos na face superior da I costela
  • Faces articulares da cabeça e do tubérculo
  • Formação do ângulo da costela em ossos típicos e atípicos
  • Tuberosidade do músculo serrátil anterior e o caráter de transição da II costela
  • Estrutura simplificada das costelas flutuantes (XI-XII)

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