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Anatomia · Estruturas anatômicas

Fissura orbital superior

Fissura orbitalis superior

Fissura orbitalis superior (fissura orbitalis superior) é uma formação anatômica no crânio, localizada entre as asas menor e maior do osso esfenóide. Ela serve como via de comunicação entre a fossa cranial média e a cavidade orbitária. Por essa fissura passam os nervos oculomotores, o primeiro ramo sensitivo do nervo trigêmeo, além de vasos venosos.

LocalizaçãoEntre as asas menor e maior do osso esfenóide
ComunicaçãoConecta a fossa cranial média com a cavidade orbitária
NervosDá passagem aos pares III, IV, VI de nervos cranianos e ao nervo oftálmico (V par)
ComplicaçõesO trauma durante a anestesia acarreta o risco de trombose do seio cavernoso
3 min de leituraPara estudantes de medicinaAtualizado em 24/09/2026
Material preparado por edição WhiteCoat Pro de acordo com os guias metodológicos da plataformaRevisado por médico editor: Aulov A. A., médico generalista · 24/09/2026

Onde se localiza e como é formada?

A fissura orbital superior é formada por elementos ósseos do osso esfenóide (os sphenoidale). Ela representa um espaço localizado entre as asas menores (alae minores) e as asas maiores.

As asas menores formam com suas superfícies inferiores a parede superior da órbita (facies orbitalis), e terminam posteriormente e medialmente nos processos clinóides anteriores. Na base da asa menor encontra-se o canal óptico (canalis opticus). A fissura orbital superior é a via de comunicação da fossa cranial média (fossa cranii media) com a órbita (orbita).

O que passa através da fissura orbitária superior?

Essa abertura é o local de entrada dos nervos na cavidade orbitária. Por ela passam os nervos motores que inercvam os músculos extrínsecos do olho e um ramo sensitivo:

  • Nervo oculomotor (nervo oculomotor) — III par de nervos cranianos.
  • Nervo troclear (n. trochlearis) — IV par.
  • Nervo abducente (n. abducens) — VI par.
  • Nervo oftálmico (n. ophthalmicus) — primeiro ramo do nervo trigêmeo (V par). Funcionalmente, é exclusivamente sensitivo (sensoria). Os prolongamentos periféricos das células do gânglio trigeminal, que passam na composição desse nervo, estão relacionados com a percepção da dor, temperatura e sensibilidade tátil na face.

Os nervos dos pares III, IV e VI iniciam os movimentos do globo ocular, enviando impulsos para o aparelho muscular do olho e das pálpebras: o músculo levantador da pálpebra superior, os músculos reto e oblíquo do olho. Na normalidade, eles asseguram os movimentos conjugados dos olhos.

Além dos troncos nervosos, a fissura dá passagem a vasos sanguíneos:

  • Veia oftálmica superior (v. ophthalmica superior).
  • Às vezes — ramos meníngeos anteriores da artéria oftálmica (r. meningeus anterior ex a. ophthalmica).
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Topografia e estruturas adjacentes

A órbita comunica-se com a cavidade craniana através do canal óptico e da fissura orbital superior. Pelo canal óptico passa o nervo óptico (II par). Além disso, a órbita possui comunicações com as fossas pterigopalatina e infratemporal através da fissura orbital inferior (fissura orbitalis inferior).

Do lado da cavidade craniana, a fissura orbital superior abre-se na fossa cranial média. Na mesma fossa localizam-se outros importantes forames para a saída dos ramos do nervo trigêmeo: o forame redondo (foramen rotundum) para o nervo maxilar (segundo ramo) e o forame oval (foramen ovale) para o nervo mandibular (terceiro ramo).

Significado clínico

Na anestesia dos tecidos inervados pelo II ramo do nervo trigêmeo, pode ser utilizada a via orbital. Nessa técnica, a agulha é inserida na região do ângulo inferolateral da órbita e avançada ao longo da parede lateral posteriormente a uma profundidade de 4–5 cm.

Em caso de desvio da agulha e sua penetração na fissura orbital superior, é possível a ocorrência de trauma mecânico na parede do seio cavernoso (sinus cavernosus). Na parede desse seio, os nervos oculomotores passam em íntima relação com a artéria carótida interna. A lesão do seio leva ao desenvolvimento de trombose venosa sinusal — uma complicação potencialmente fatal.

Questões de aulas e exames

Quais nervos cranianos saem da cavidade craniana através da fissura orbital superior?

Por ela passam os pares III (oculomotor), IV (troclear) e VI (abducente) de nervos cranianos, bem como o primeiro ramo do V par — o nervo oftálmico.

Com quais cavidades cranianas a fissura orbital superior se comunica?

Ela conecta a fossa cranial média com a cavidade orbitária.

Qual ramo do nervo trigêmeo passa por essa fissura e qual é a sua função?

Pela fissura passa o primeiro ramo do nervo trigêmeo — o nervo oftálmico (n. ophthalmicus). Em sua função, ele é exclusivamente sensitivo.

Qual é o perigo da penetração da agulha na fissura orbital superior durante a anestesia?

Isso pode causar trauma mecânico na parede do seio cavernoso, o que acarreta o risco de desenvolver uma complicação com risco de vida — a trombose sinusal.

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O que mais estudar sobre o tema

  • Fossa craniana média (Fossa cranii media)
  • Nervo oftálmico (Nervus ophthalmicus)
  • Seio cavernoso (Sinus cavernosus)
  • Osso esfenóide (Os sphenoidale)

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