Limites e margens da órbita
A base da pirâmide orbitária representa a entrada da órbita (Aditus orbitalis). Ela é claramente delincada por quatro margens que são facilmente palpáveis na face:
- Margem supraorbital (Margo supraorbitalis);
- Margem infraorbital (Margo infraorbitalis);
- Margem lateral (Margo lateralis);
- Margem medial (Margo medialis).
O ápice da pirâmide é direcionado para trás e medialmente, transicionando para o canal óptico (Canalis opticus). É através dele que a cavidade orbitária se comunica diretamente com a fossa craniana média.
Estrutura das paredes
A cavidade orbitária é limitada por quatro paredes, cada uma formada por diferentes estruturas ósseas:
- Parede superior (Paries superior). É formada pela parte orbitária do osso frontal (Pars orbitalis) e pelas asas menores do osso esfenóide.
- Parede inferior (Paries inferior). Participam na sua formação as superfícies orbitárias de dois ossos: o corpo da maxila e o osso zigomático.
- Parede lateral (Paries lateralis). É a mais espessa. É construída pelo processo zigomático do osso frontal, pela superfície orbitária da asa maior do osso esfenóide e pela superfície orbitária do osso zigomático.
- Parede medial (Paries medialis). É formada pelo processo frontal da maxila, osso lacrimal, lâmina orbitária do osso etmoide e superfície lateral do corpo do osso esfenóide. Nesta parede também se localiza a fossa do saco lacrimal (Fossa sacci lacrimalis), que se continua com o sulco lacrimal (Sulcus lacrimalis) e, posteriormente, com o canal nasolacrimal (Canalis nasolacrimalis).
Comunicações principais, fissuras e seu conteúdo
A órbita é rica em aberturas através das quais passam feixes vasculonervosos vitais. Vamos analisar as principais vias de comunicação.
Comunicação com a cavidade craniana:
- Canal óptico (Canalis opticus): dá passagem ao nervo óptico (N. opticus, II par craniano) e à artéria oftálmica (A. ophthalmica), da qual se origina a artéria central da retina.
- Fissura orbital superior (Fissura orbitalis superior): por ela passam os nervos oculomotor (N. oculomotorius, III par), troclear (N. trochlearis, IV par), abducente (N. abducens, VI par) e o nervo oftálmico (N. ophthalmicus, primeiro ramo do V par). Dos vasos, encontram-se aqui a veia oftálmica superior (V. ophthalmica superior) e, por vezes, os ramos meníngeos anteriores da artéria oftálmica.
Comunicação com a região da face e outras zonas:
- Fissura orbital inferior (Fissura orbitalis inferior): contém os nervos infraorbital (N. infraorbitalis) e zigomático (N. zygomaticus), os vasos infraorbitais, além de comunicar a órbita com a veia infraorbital.
- Canal infraorbital (Canalis infraorbitalis): conduz à face, ao seio maxilar e aos alvéolos dentários. Contém o nervo, a artéria e as veias homônimas. Sai pelo forame infraorbital (Foramen infraorbitale), onde o nervo se ramifica no «pessego-anular menor» / pé de ganso menor (Pes anserinus minor).
- Incisuras/forames supraorbital e frontal: conectam a parede superior à face. Pela incisura supraorbital passa o nervo frontal e os vasos supraorbitais; pela frontal, os vasos e o nervo supratrocleares (N., A., V. supratrochleares).
- Forame zigomaticoorbitário (Foramen zygomaticoorbitale): localiza-se na parede lateral, dá passagem ao nervo zigomático, que depois se divide e emerge na face e na fossa temporal através dos forames zigomaticofacial e zigomaticotemporal.
- Forames etmoidais (anterior e posterior): situam-se na parede medial, conectando a órbita às células etmoidais, à cavidade nasal e à fossa craniana anterior. Dão passagem às artérias, veias e nervos homônimos.
Questões de aulas e exames
Quais ossos formam a parede medial da órbita?
Inclui o processo frontal da maxila, o osso lacrimal, a lâmina orbitária do osso etmoide e a superfície lateral do corpo do osso esfenóide.
Através de qual abertura a órbita se comunica com a fossa craniana média?
Principalmente através do canal óptico (Canalis opticus), que constitui o ápice da pirâmide orbitária.
O que passa através da fissura orbitária superior?
Através dela entram na órbita os pares cranianos III, IV, VI, o nervo oftálmico (ramo do V par), e sai a veia oftálmica superior.
Onde se forma o «pes anserinus minor»?
É formada pelos ramos do nervo infraorbital após a sua saída para a face através do forame infraorbital.
O que mais estudar sobre o tema
- Topografia detalhada dos vasos e nervos da fissura orbital superior
- Ramificação do nervo infraorbital (formação do pé de ganso menor / pes anserinus minor)
- Inervação e suprimento sanguíneo dos dentes através dos canais alveolares
- Estrutura e trajeto do canal nasolacrimal
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