Importância da imunoprofilaxia específica
Em termos de impacto na redução da mortalidade da população, a vacinação só pode ser comparada ao fornecimento de água potável limpa às pessoas. Os objetivos estratégicos deste programa governamental incluem não apenas a redução da incidência ou a erradicação completa das infecções, mas também a garantia de uma longevidade ativa.
As conquistas da imunização em massa são inegáveis. Além da erradicação global da varíola, muitos países alcançaram a eliminação da poliomielite e das formas tóxicas de difteria, tendo sido registrada uma queda drástica na incidência de sarampo. Também foi estabelecido um controle bem-sucedido sobre a rubéola congênita e a infecção por *Haemophilus influenzae* tipo b (infecção por Hib).
Classificação dos imunobiológicos
Para criar imunidade artificial ativa, a medicina utiliza vacinas e toxóides. De acordo com a tecnologia de produção, as vacinas são divididas em três grupos principais:
- Vacinas vivas: criadas com base em patógenos atenuados. Este grupo inclui preparações contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
- Vacinas inativadas (mortas): contêm microrganismos inteiros, mas mortos. Exemplos: vacina pertussis de célula inteira, vacina contra influenza, vacina inativada contra poliomielite.
- Vacinas químicas: consistem exclusivamente em frações antigênicas específicas isoladas do agente causador.
Estrutura do Calendário Nacional de Vacinação
Os programas de imunização são sistemas dinâmicos. Eles são constantemente modernizados devido a mudanças na situação epidemiológica, ao desenvolvimento de novos medicamentos e a exigências crescentes de segurança. No território da Federação Russa, é permitido o uso de vacinas nacionais e estrangeiras que tenham passado pelo registro oficial do Estado.
A lógica do calendário baseia-se na divisão dos esquemas:
- Vacinação primária: visa ao estabelecimento da imunidade básica.
- Revacinação: necessária para manter o título de anticorpos protetores em faixas etárias determinadas desde o nascimento até os 14 anos de idade.
Detalhamento das vacinas e cronograma de administração
Para a leitura correta dos esquemas, é necessário conhecer as principais abreviações e as regras de sua aplicação:
- HV (vacina contra hepatite viral B). Esquema padrão para crianças fora de grupos de risco: 0–1–6 meses. Para grupos de risco (mãe portadora de HBsAg ou que teve a doença no 3º trimestre; dependência química dos pais), aplica-se o esquema 0–1–2–12, sendo a primeira dose administrada estritamente nas primeiras 24 horas de vida.
- BCG / BCG-M (vacina viva contra tuberculose de cepa atenuada de Mycobacterium bovis). A vacinação é realizada no período neonatal com a vacina BCG-M de menor concentração. A BCG padrão é utilizada quando a incidência na região é superior a 80 casos por 100 mil habitantes ou em caso de contato com um doente na família. A revacinação (BCG) é realizada aos 7 ou 14 anos apenas com testes tuberculínicos negativos.
- DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular/célula inteira). Administrada em três doses: aos 3, 4,5 e 6 meses. Primeira revacinação — aos 18 meses. Aos 7 e 14 anos, utiliza-se DT (toxóide diftérico e tetânico) para a revacinação, excluindo o componente pertussis.
- Hib (<>Haemophilus influenzae tipo b). Sincronizada com a DTPa: aos 3, 4,5 e 6 meses. Revacinação em dose única aos 18 meses.
- VPI / VOP (poliomielite). O esquema pressupõe a troca sequencial da vacina. As duas primeiras doses, aos 3 e 4,5 meses, são administradas com vacina inativada (VPI). A terceira dose, aos 6 meses, com vacina viva oral (VOP). A revacinação é realizada apenas com VOP em três doses: aos 18 meses, 20 meses e aos 14 anos.
- SCR (sarampo, caxumba e rubéola). A vacinação é realizada após a diminuição dos anticorpos maternos, aos 12 meses. A revacinação — antes da escola, aos 6 anos.
O esquema de vacinação de DTPa e Hib coincide nos meses: "três de um mês e meio, depois com um ano e meio". A vacinação é realizada aos 3, 4,5 e 6 meses (intervalo de 1,5 mês), e a primeira revacinação ocorre exatamente com 1,5 ano de idade (18 meses).
Questões de aulas e exames
Qual é a diferença entre a vacinação primária e a revacinação?
A vacinação primária é necessária para o estabelecimento da imunidade básica contra a infecção. A revacinação é realizada em períodos etários estritamente determinados para manter o título de anticorpos protetores no sangue.
Por que o tipo de vacina é alterado durante a vacinação contra a poliomielite?
O esquema prevê a troca sequencial de vacinas: as duas primeiras doses (aos 3 e 4,5 meses) são feitas com vacina inativada, e a terceira dose (aos 6 meses) e todas as revacinações subsequentes, com vacina viva oral.
Quais crianças fazem parte do grupo de risco para hepatite viral B?
O grupo de risco inclui crianças cuja mãe é portadora do HBsAg, teve hepatite B no 3º trimestre ou não foi testada. Além disso, são considerados fatores de risco a dependência química dos pais e a presença na família de um portador de HBsAg ou de um paciente com hepatite B.
O que mais estudar sobre o tema
- Justificativa para a escolha entre as vacinas BCG e BCG-M
- Mecanismos de formação da imunidade básica com a administração de toxóides
- Particularidades da resposta imune a vacinas vivas e inativadas
- Marcadores da hepatite viral B (HBsAg) e sua importância para o rastreio em gestantes
- Razões para a transição da vacina DTPa para DT na revacinação de crianças mais velhas
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