Fenilcetonúria, parkinsonismo: metabolismo de fenilalanina, tirosina, dopamina

A fenilalanina é convertida em tirosina pela fenilalanina hidroxilase (requer tetraidrobiopterina). Defeito → fenilcetonúria (FCU): acúmulo de fenilalanina e fenilcetonas, deficiência intelectual, cabelos claros. Triagem neonatal, dieta isenta de fenilalanina. Tirosina → DOPA → dopamina → noradrenalina → adrenalina (catecolaminas); ou → melanina (nos melanócitos); ou → tiroxina (na tireoide). Doença de Parkinson: degeneração dos neurônios dopaminérgicos nigroestriatais, tratamento com L-DOPA. MAO (monoamina oxidase) degrada as aminas biogênicas; inibidores da MAO são antidepressivos.

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Metabolismo da fenilalanina e da tirosina

A fenilalanina é um aminoácido aromático essencial, uma vez que as células humanas não são capazes de sintetizar o anel aromático. Sua principal via metabólica é a hidroxilação com a formação de tirosina. A reação é catalisada pela fenilalanina hidroxilase, cujo cofator é a tetraidrobiopterina (H4-biopterina). Durante a reação, a H4-biopterina é oxidada a H2-biopterina e, em seguida, reduzida pela diidrobiopterina redutase com o uso de NADPH (de maneira análoga à redução do H4-folato).

Tirosina é um aminoácido essencial condicional: sua síntese é possível apenas a partir da fenilalanina. O catabolismo da tirosina ocorre predominantemente no fígado e leva à formação de fumarato e acetoacetato, que entram na via catabólica geral (gliconeogênese, cetogênese ou oxidação a CO₂ e H₂O). O estágio-chave é a quebra do anel do ácido homogentísico pela enzima homogentisato dioxigenase; o processo requer vitamina C.

Síntese de catecolaminas e outros derivados da tirosina

Nas glândulas suprarrenais e no tecido nervoso, as catecolaminas são sintetizadas a partir da tirosina: dopamina → noradrenalina → adrenalina. A principal enzima regulatória é a tirosina hidroxilase, que converte a tirosina em DOPA (3,4-dihidroxifenilalanina); em seguida, a DOPA descarboxilase (tendo o fosfato de piridoxal como coenzima) forma a dopamina.

Regulação da tirosina hidroxilase:

Outras vias de utilização da tirosina:

Fenilcetonúria

Em condições normais, com atividade suficiente da fenilalanina hidroxilase, a via catabólica alternativa (conversão da fenilalanina em fenilpiruvato, depois em fenillactato e fenilacetato com conjugação com glutamina e excreção urinária) é pouco expressa. Quando há um defeito na via principal, esse desvio é acentuadamente ativado, levando à fenilcetonúria (FCU).

Formas de FCU:

Asmanifestações clínicas estão associadas ao efeito tóxico da fenilalanina, do fenilpiruvato e do fenilacetato sobre as células cerebrais, bem como à alteração competitiva do transporte de tirosina e triptofano através da barreira hematoencefálica. Isso leva à deficiência de neurotransmissores e a uma grave deficiência intelectual na ausência de tratamento.

Distúrbios do catabolismo da tirosina

Alcaptonúria — defeito hereditário da homogentisato dioxigenase. O ácido homogentísico se acumula e é excretado na urina, onde é oxidado pelo oxigênio do ar com a formação de pigmentos escuros — alcaptonas. A urina escurece ao ar («urina preta»); as alcaptonas se depositam no tecido cartilaginoso e nas articulações, causando ocronose e artropatias.

Albinismo — defeito da enzima tirosinase nos melanócitos, levando à redução ou ausência da síntese de melanina. São características a ausência de pigmentação na pele, nos cabelos e na íris, além da redução da acuidade visual e fotofobia.

Doença de Parkinson e distúrbios da transmissão dopaminérgica

O parkinsonismo desenvolve-se na deficiência de dopamina na substância negra em decorrência da redução da atividade da tirosina hidroxilase ou da DOPA descarboxilase. A tríade clássica de sintomas:

O tratamento não é realizado com dopamina (ela não atravessa a barreira hematoencefálica), mas sim com seu precursor — a L-DOPA. Adicionalmente, são utilizados inibidores da inativação da dopamina — inibidores da MAO (deprenil, nialamida). Por outro lado, a hipersecreção de dopamina é considerada um dos mecanismos da esquizofrenia.

Aminas biogênicas: síntese

As aminas biogênicas são formadas por meio da descarboxilação de aminoácidos com a participação do fosfato de piridoxal (vitamina B6). A deficiência de B6 prejudica sua síntese.

Inativação das aminas biogênicas

Existem várias vias de inativação:

Pontos-chave

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