Variação dos raios atômicos
Dentro da Tabela Periódica, o tamanho dos átomos varia de forma Cíclica. Ao longo de um período da esquerda para a direita, a carga nuclear aumenta e os elétrons são atraídos com mais força para o centro. Por isso, os raios atômicos diminuem. No entanto, à medida que o nível de energia é preenchido, os elétrons começam a repelir-se mutuamente com mais intensidade, de modo que a contração diminui o ritmo próximo ao final do período.
Na transição de um gás nobre para o metal alcalino do período seguinte, o raio aumenta bruscamente devido ao surgimento de uma nova camada eletrônica. Nos subgrupos principais, ao descer na tabela, os raios também aumentam, pois o número de níveis de energia cresce continuamente. O gráfico do raio em função da carga nuclear tem formato de serra: os metais alcalinos (lítio, sódio, potássio) estão nos máximos, e os gases nobres, nos mínimos.
Energia de ionização e afinidade eletrônica
A capacidade de um átomo interagir com elétrons é descrita por dois parâmetros-chave, que variam em direções opostas à variação do raio:
- Energia de ionização — o gasto de energia para arrancar um elétron e transformar o átomo em cátion. Ela aumenta nos períodos da esquerda para a direita e diminui nos grupos de cima para baixo.
- Afinidade eletrônica — a energia liberada quando um elétron externo é capturado com a formação de um ânion. A tendência é semelhante, mas há exceções: os metais alcalino-terrosos e os gases nobres não têm afinidade eletrônica.
Mesmo nos metais alcalinos ativos, é muito mais difícil arrancar um elétron do que fixá-lo. Para formar o cátion de sódio, é necessária a absorção de 495,8 kJ/mol, enquanto na formação do ânion são liberados apenas 52,9 kJ/mol. É por isso que os íons de sódio carregados negativamente são extremamente instáveis e não ocorrem em substâncias complexas.
Eletronegatividade e polaridade da ligação
Eletronegatividade indica a capacidade de um átomo atrair os pares de elétrons das ligações químicas. O valor absoluto é calculado como a semissoma da energia de ionização e da afinidade eletrônica. Na prática, usam-se valores relativos calculados em relação ao lítio.
Vejamos os valores para o segundo período: do lítio (1,0), o indicador sobe suavemente através do berílio (1,6), boro (2,0), carbono (2,5), nitrogênio (3,0) e oxigênio (3,5) até o flúor (4,0). No terceiro período, a tendência se mantém: do sódio (0,9) ao cloro (3,0).
A diferença de eletronegatividade entre dois átomos ligados determina o grau de polaridade (fração iônica) da ligação. O átomo com maior eletronegatividade recebe uma carga parcial negativa, e o de menor eletronegatividade, uma positiva. Por exemplo, com uma diferença de 1,0, a carga dos polos atinge 0,22, o que corresponde a 22% de caráter iônico. Se o par de elétrons migra completamente para um dos parceiros, as cargas dos polos são iguais a um, e a ligação é considerada iônica. Deve-se lembrar que a eletronegatividade não é uma constante estrita, e as estimativas baseadas nela têm caráter orientativo.
Resumo: perguntas e respostas sobre o tema
Como as propriedades metálicas e redutoras dos elementos mudam nos grupos e períodos?
As propriedades metálicas dos elementos aumentam ao descer nos grupos.
- Grupo IV — o ametal carbono é substituído pelo metal chumbo.
- Grupo V — o ametal nitrogênio é substituído pelo metal bismuto.
- Grupo VI — o ametal oxigênio é substituído pelo metal polônio.
Não há informações nas fontes sobre a alteração das propriedades metálicas dentro dos períodos, nem sobre as regularidades periódicas da variação das propriedades redutoras.
Como a eletronegatividade dos elementos nos subgrupos principais muda de cima para baixo?
Ao descer nos grupos, a eletronegatividade dos elementos diminui. Essa regularidade se correlaciona diretamente com a diminuição da energia de ionização e da afinidade eletrônica.
| Elemento | Eletronegatividade |
|---|---|
| Oxigênio | 3,5 |
| Enxofre | 2,6 |
A diferença nos indicadores entre alguns elementos ao descer na tabela pode ser insignificante (por exemplo, entre enxofre e selênio). Em termos gerais na Tabela Periódica, a menor eletronegatividade é observada no frâncio.
O raio e a energia de ionização funcionam como uma gangorra: quando o raio atômico diminui no período, a energia de ionização inevitavelmente dispara.
Questões de aulas e exames
Por que o raio atômico diminui ao longo do período, embora o número de elétrons aumente?
Com o aumento do número atômico, a carga nuclear positiva aumenta. O núcleo passa a atrair com muito mais força as eletrosferas, contraindo o átomo.
Os gases nobres podem formar íons negativos?
Não. De acordo com as regularidades periódicas, os elementos do grupo VIIIA não possuem absolutamente nenhuma afinidade eletrônica.
Como determinar as cargas em uma molécula com base na eletronegatividade?
A carga negativa sempre se desloca para o átomo cuja eletronegatividade é mais alta. O átomo com menor valor fica carregado positivamente.
Como os raios dos halogênios mudam do flúor para o bromo?
Os raios aumentam porque esses elementos estão no mesmo grupo e, ao descer, a quantidade de camadas eletrônicas aumenta.
O que mais estudar sobre o tema
- A dependência em dente de serra do raio atômico em relação à carga nuclear e seus pontos de extremo.
- A proporção entre a energia de ionização e a afinidade eletrônica usando o átomo de sódio como exemplo.
- A influência da repulsão eletrônica na desaceleração da contração do raio no final do período.
- O cálculo da carga teórica do dipolo da molécula de cloreto de hidrogênio usando a tabela de eletronegatividade.
- As causas da ausência de afinidade eletrônica nos elementos do grupo IIA.
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