Onde se localiza e microanatomia
O músculo dilatador da pupila localiza-se na porção anterior da túnica média (vascular) do olho — a íris (iris). Em um corte da íris (de fora para dentro / de frente para trás), distinguem-se as seguintes camadas:
- Estroma da íris (stroma iridis) — camada anterior que contém vasos sanguíneos e células pigmentares.
- Músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae) — fibras musculares circulares próximas à margem pupilar.
- Músculo dilatador da pupila (m. dilatator pupillae) — fibras musculares dispostas radialmente na espessura da íris.
- Epitélio pigmentar — a camada mais posterior (interna) e escura, que impede a dispersão da luz.
Os músculos da íris têm origem neuroglial. Os corpos dos miócitos localizam-se diretamente no epitélio e não são capazes de se contrair. As estruturas contráteis são prolongamentos celulares que se estendem a partir dos corpos celulares para o interior da íris, paralelamente ao seu plano. Os prolongamentos do dilatador são orientados perpendicularmente à margem da pupila, ou seja, radialmente.
Função e regulação aferente
A principal função do músculo dilatador da pupila é a dilatação da pupila em resposta à estimulação simpática. A íris é um diafragma circular com uma abertura no centro — a pupila. A túnica vascular média participa da regulação do fluxo de luz, e o tamanho da pupila é regulado por dois músculos da íris: o esfíncter e o dilatador.
As fibras aferentes associadas ao centro ciliospinhal vão da retina até o hipotálamo (núcleo supraquiasmático). As fibras simpáticas centrais originam-se no hipotálamo. Ao nível do mesencéfalo, a via cruza para o lado oposto, descendo em seguida pelo tronco encefálico e pela medula espinhal até o centro ciliospinhal.
Como o dilatador da pupila é inervado?
O músculo recebe inervação simpática, que desencadeia a sua contração. A via eferente consiste em várias etapas:
- Via central: origina-se no hipotálamo e desce pelo tronco encefálico.
- Centro espinhal: as fibras emergem da medula espinhal ao nível dos segmentos C8, Th1, Th2.
- Tronco simpático: as fibras pré-ganglionares ascendem até o gânglio cervical superior (ganglion cervicale superius), onde ocorre a sinapse.
- Fibras pós-ganglionares: seguem no plexo ao redor da artéria carótida interna (a. carotis interna) até os órgãos-alvo. O plexo carótico interno inerva os olhos, incluindo o músculo dilatador da pupila.
- Via para a órbita: as fibras simpáticas ascendem, passam para a artéria oftálmica e entram na órbita.
- Gânglio ciliar (ganglion ciliare): possui uma raiz simpática (radix sympathicus). Do gânglio emergem os nervos ciliares curtos (nn. ciliares breves), que inervam o m. dilatator pupillae.
Nota: No quadro clínico do botulismo e de infecções intestinais agudas, os músculos intrínsecos do olho, incluindo o m. dilatator pupillae, são mencionados em associação com o comprometimento do nervo oculomotor (n. oculomotorius, III par de nervos cranianos).
Significado clínico
A alteração da inervação do dilatador da pupila resulta em sintomas neurológicos e oftálmicos característicos:
- Síndrome de Horner: ocorre devido a lesões na via simpática em qualquer nível: fibras simpáticas centrais, centro ciliospinhal, gânglio cervical superior ou fibras simpáticas pós-ganglionares no caminho para a órbita. Devido à paralisia do dilatador da pupila, o esfíncter parassimpático passa a predominar, causando miose. A síndrome também é acompanhada de ptose, estreitamento da fenda palpebral, aparente enoftalmo, anidrose e vasodilatação na metade ipsilateral da face.
- Botulismo e infecções intestinais agudas: quando há lesão dos III, IV e VI pares de nervos cranianos, desenvolvem-se distúrbios oculomotores. Podem ser observados anisocoria, midríase, distúrbios de acomodação e convergência, estrabismo, ptose e alteração na movimentação dos globos oculares.
Questões de aulas e exames
Qual músculo reduz o diâmetro da pupila?
A pupila é contraída pelo músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae). Ele se localiza de forma circular junto à margem pupilar, é inervado pelo sistema nervoso parassimpático e, ao se contrair, provoca miose.
Por que ocorre miose na síndrome de Horner?
A miose ocorre devido à paralisia do dilatador da pupila por lesão da via simpática. Como resultado, predomina o esfíncter parassimpático da pupila.
Onde se localiza o centro espinhal associado a esse músculo?
Os fragmentos indicam que as fibras da via simpática para o olho emergem da medula espinhal ao nível dos segmentos C8, Th1, Th2; também é mencionado o centro ciliospinhal de Budge ao nível de Th1.
O que mais estudar sobre o tema
- Íris (iris)
- Músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae)
- Gânglio ciliar (ganglion ciliare)
- Gânglio cervical superior (ganglion cervicale superius)
- Síndrome de Horner
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