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Anatomia · Estruturas anatômicas

Dilatador da pupila

m. dilatator pupillae

Músculo dilatador da pupila (m. dilatator pupillae) — músculo do olho responsável pela dilatação da pupila (midríase). Ele está localizado na espessura da íris e tem origem neuroglial. A contração desse músculo é regulada pelo sistema nervoso simpático e afeta o tamanho da pupila.

LocalizaçãoEspessura da íris do olho
FunçãoDilatação da pupila (midríase)
InervaçãoSistema nervoso simpático
3 min de leituraPara estudantes de medicinaAtualizado em 24/09/2026
Material preparado por edição WhiteCoat Pro de acordo com os guias metodológicos da plataformaRevisado por médico editor: Aulov A. A., médico generalista · 24/09/2026

Onde se localiza e microanatomia

O músculo dilatador da pupila localiza-se na porção anterior da túnica média (vascular) do olho — a íris (iris). Em um corte da íris (de fora para dentro / de frente para trás), distinguem-se as seguintes camadas:

  • Estroma da íris (stroma iridis) — camada anterior que contém vasos sanguíneos e células pigmentares.
  • Músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae) — fibras musculares circulares próximas à margem pupilar.
  • Músculo dilatador da pupila (m. dilatator pupillae) — fibras musculares dispostas radialmente na espessura da íris.
  • Epitélio pigmentar — a camada mais posterior (interna) e escura, que impede a dispersão da luz.

Os músculos da íris têm origem neuroglial. Os corpos dos miócitos localizam-se diretamente no epitélio e não são capazes de se contrair. As estruturas contráteis são prolongamentos celulares que se estendem a partir dos corpos celulares para o interior da íris, paralelamente ao seu plano. Os prolongamentos do dilatador são orientados perpendicularmente à margem da pupila, ou seja, radialmente.

Função e regulação aferente

A principal função do músculo dilatador da pupila é a dilatação da pupila em resposta à estimulação simpática. A íris é um diafragma circular com uma abertura no centro — a pupila. A túnica vascular média participa da regulação do fluxo de luz, e o tamanho da pupila é regulado por dois músculos da íris: o esfíncter e o dilatador.

As fibras aferentes associadas ao centro ciliospinhal vão da retina até o hipotálamo (núcleo supraquiasmático). As fibras simpáticas centrais originam-se no hipotálamo. Ao nível do mesencéfalo, a via cruza para o lado oposto, descendo em seguida pelo tronco encefálico e pela medula espinhal até o centro ciliospinhal.

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Como o dilatador da pupila é inervado?

O músculo recebe inervação simpática, que desencadeia a sua contração. A via eferente consiste em várias etapas:

  • Via central: origina-se no hipotálamo e desce pelo tronco encefálico.
  • Centro espinhal: as fibras emergem da medula espinhal ao nível dos segmentos C8, Th1, Th2.
  • Tronco simpático: as fibras pré-ganglionares ascendem até o gânglio cervical superior (ganglion cervicale superius), onde ocorre a sinapse.
  • Fibras pós-ganglionares: seguem no plexo ao redor da artéria carótida interna (a. carotis interna) até os órgãos-alvo. O plexo carótico interno inerva os olhos, incluindo o músculo dilatador da pupila.
  • Via para a órbita: as fibras simpáticas ascendem, passam para a artéria oftálmica e entram na órbita.
  • Gânglio ciliar (ganglion ciliare): possui uma raiz simpática (radix sympathicus). Do gânglio emergem os nervos ciliares curtos (nn. ciliares breves), que inervam o m. dilatator pupillae.

Nota: No quadro clínico do botulismo e de infecções intestinais agudas, os músculos intrínsecos do olho, incluindo o m. dilatator pupillae, são mencionados em associação com o comprometimento do nervo oculomotor (n. oculomotorius, III par de nervos cranianos).

Significado clínico

A alteração da inervação do dilatador da pupila resulta em sintomas neurológicos e oftálmicos característicos:

  • Síndrome de Horner: ocorre devido a lesões na via simpática em qualquer nível: fibras simpáticas centrais, centro ciliospinhal, gânglio cervical superior ou fibras simpáticas pós-ganglionares no caminho para a órbita. Devido à paralisia do dilatador da pupila, o esfíncter parassimpático passa a predominar, causando miose. A síndrome também é acompanhada de ptose, estreitamento da fenda palpebral, aparente enoftalmo, anidrose e vasodilatação na metade ipsilateral da face.
  • Botulismo e infecções intestinais agudas: quando há lesão dos III, IV e VI pares de nervos cranianos, desenvolvem-se distúrbios oculomotores. Podem ser observados anisocoria, midríase, distúrbios de acomodação e convergência, estrabismo, ptose e alteração na movimentação dos globos oculares.

Questões de aulas e exames

Qual músculo reduz o diâmetro da pupila?

A pupila é contraída pelo músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae). Ele se localiza de forma circular junto à margem pupilar, é inervado pelo sistema nervoso parassimpático e, ao se contrair, provoca miose.

Por que ocorre miose na síndrome de Horner?

A miose ocorre devido à paralisia do dilatador da pupila por lesão da via simpática. Como resultado, predomina o esfíncter parassimpático da pupila.

Onde se localiza o centro espinhal associado a esse músculo?

Os fragmentos indicam que as fibras da via simpática para o olho emergem da medula espinhal ao nível dos segmentos C8, Th1, Th2; também é mencionado o centro ciliospinhal de Budge ao nível de Th1.

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O que mais estudar sobre o tema

  • Íris (iris)
  • Músculo esfíncter da pupila (m. sphincter pupillae)
  • Gânglio ciliar (ganglion ciliare)
  • Gânglio cervical superior (ganglion cervicale superius)
  • Síndrome de Horner

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