Dupla fecundação das angiospermas

Análise da dupla fecundação nas angiospermas: estrutura da flor, macro e micROsporogênese, formação do saco embrionário e do grão de pólen, fusão dos espermatozoides com a oosfera e a célula central.

Fazer como aula

A flor como órgão de reprodução sexuada

A principal característica distintiva das plantas angiospermas é a presença de uma flor, um órgão gerador que assegura a reprodução sexuada. As estruturas reprodutivas-chave da flor são os estames e os pistilos.

Quanto à presença de estruturas reprodutivas, as flores são classificadas em: hermafroditas (contêm tanto estames quanto pistilos); unissexuais dividem-se em masculinas (apenas estames) e femininas (apenas pistilos).

Gametófitos das angiospermas

Nas plantas com flores, as gerações sexuais são fortemente reduzidas. O gametófito masculino é o grão de pólen, e o gametófito feminino é o saco embrionário. Sua formação ocorre em diferentes partes da flor e é denominada micromicrosporogênese (masculina) e megasporogênese (feminina, referida na aula como macrosporogênese).

Megasporogênese e formação do saco embrionário

O processo ocorre no ovário do pistilo, no interior do óvulo.

  1. A célula mãe diploide (2n) divide-se por meiose, originando quatro células haploides (n).
  2. Três megasporos degeneram, restando apenas uma célula funcional haploide.
  3. Esta célula sofre três divisões por mitose, resultando na formação de um saco embrionário octanucleado.
  4. Dois núcleos polares fundem-se para formar a célula central diploide (2n), localizada no meio do saco embrionário.
  5. Das seis células haploides restantes, uma torna-se a oosfera (célula ovo), e as outras cinco desempenham funções auxiliares (sinérgides e antípodas).

Microsporogênese e formação do grão de pólen

A microsporogênese ocorre nas anteras dos estames.

Dessa forma, o grão de pólen maduro contém uma célula vegetativa e dois espermatozoides — as células reprodutivas masculinas das angiospermas, desprovidas de flagelos.

Mecanismo da dupla fecundação

A dupla fecundação foi descoberta por S. G. Navashin em 1898 e é uma característica marcante das angiospermas.

  1. O grão de pólen pousa no estigma do pistilo (polinização).
  2. A célula vegetativa germina, formando o tubo polínico, que cresce através do estilete em direção ao ovário.
  3. Dois espermatozoides deslocam-se pelo tubo polínico em direção ao saco embrionário.
  4. Através da micropila, os espermatozoides penetram no interior do óvulo.
  5. O primeiro espermatozoide (n) funde-se com a oosfera (n), formando o zigoto diploide (2n), a partir do qual o embrião se desenvolve.
  6. O segundo espermatozoide (n) funde-se com a célula central diploide (2n), formando uma célula triploide (3n) — a base do futuro endosperma.

Formação da semente e do fruto

Após a dupla fecundação, ocorre o desenvolvimento da semente:

O significado biológico da dupla fecundação reside no fato de que o endosperma se forma simultaneamente com o embrião e apenas sob a condição de uma fecundação bem-sucedida, o que poupa recursos para a planta.

Pontos-chave

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